Eu estava no laboratório de ensino na faculdade, e vi algumas revistas direcionadas para os professores, e resolvi folha-las. Encontrei vários artigos interessantes, os quais com o decorrer do tempo vou pública-los aqui.
Hoje tragos para vocês um resumo do artigo da Graziella Beting publicado na revista Nova Escola.
Desde o inicio a internet foi idolatrada pelas suas possibilidades de comunicação, o que seria um avanço para a educação, mas nem tudo está sendo como planejado, já que aqui no Brasil ainda há um grande deficit de informática.
"Nas escolas brasileiras, a chegada dos micros se dá num ritmo tão lento quanto a capacitação dos professores. A conexão à internet é ainda mais rara" diz Graziella. O artigo traz pequenas soluções que os professores tiveram para abrir novas portas para a informatica nas escolas.
Laboratório vazio? Batata e cebola nele
Faustina Justo, professora da Escola de Ensino Médio e Fundamental Estado da Bahia, em Crato, resolveu quebrar seus tabus e utilizar o laboratório de informatica que estava parado desde a chegada dos computadores. "O tradicional, diz ela, seria o professor elaborar um tema de pesquisa e pedir para o aluno executar. 'Mas aí ele só copia e não constrói conhecimento', avalia." Para que isso não acontecesse Faustina iniciou com a 5° série um projeto, onde entre os alunos decidiram fazer uma horta. Mas o que uma horta tem a ver com os computadores? Não, eles não foram usados como semente, pelo menos, não como uma semente tradicional. A partir da ideia de fazer a horta os alunos foram incentivados a pesquisar na internet meios de cultivo, sementes, plantas, etc. Como os aluns ficaram muito curiosos e interessados para ver os resultados da sua plantação, eles não se contentavam com coisas simples, mas a cada dia mais á buscar coisas novas. Os alunos chegaram a manter um bate-papo com um agrônomo, o qual deu dicas para eles. Hoje, alem da horta os alunos tem uma maior interação com a internet e com os amigos que fizeram a partir dela.
Só no joguinho? Sistematize o ensino
Ao contrario da escola cearense, o Colégio São Domingos, em São Paulo, coordenada pela professora Rosângela Del Vecchio, vivia com a sala dos computadores cheias de alunos, mas só de alunos, onde eles utilizavam os computadores para jogos com nenhum intuito pedagógico. Para a professora Rosângela "Se não tivermos uma proposta atrativa, eles nunca vão querer participar[...]A internet requer perspicácia dos professores em relação ao que é solicitado". Com isso, ela elaborou juntamente com a professora de português Rosângela Duarte, com os alunos de 7° e 8° séries um projeto para montar um jornal online e uma agenda de noticias virtua. No começo os alunos se bateram para conseguir o que queriam em suas pesquisas na internet, mas depois de um tempo aprenderam á dar contexto ao que procuravam. Segundo Rosângela Del Vecchio "Falta didática para os técnicos, assim como falta formação técnica para os professores".
Não sabe usar a rede? Peça ajuda a quem sabe
Todos sabemos que nem todas as informações encontradas na internet são confiáveis, mas os alunos ainda não perceberam isso, pois com as facilidades que o computador nos trás, é simples abrir a primeira pagina que aparece sobre o assunto e 'recortar' e 'colar', onde os alunos não se dão ao trabalho de ler uma linha do texto. A professora de Língua Portuguesa, Cristiana Katiaci Góes, da Escola Municipal Teodoro Sampaio, em Salvador, constatou esse problema. Assim, desafiando a si mesma, Cristiane inciou um projeto de pesquisa com o tema de seu planejamento para a 5° série: ensinar a usar o dicionario e promover uma discussão sobre a sexualidade. Para que o projeto desse certo ele foi atras de ajuda, pois 'sabia que meus alunos dominavam a informática melhor do que eu', assim ela procurou a ajuda coordenadora do laboratório, Ivone Anunciação Lima de Souza, a qual ajudou Cristina a pesquisar e separar os sites confiáveis para a pesquisa dos alunos. Assim, apartir da analise que os alunos viseram dos sites e do tema proposto, eles criaram o dicionario batizado de Caderno Raio-X que foi publicado no site da escola. Depois, também se iniciando um projeto chamado de Confabulando, onde reúne as abulas criadas pelos alunos da 5° série. Os projetos renderam muios elogios á iniciativa da professora Cristiana.
Vai ser professor? Informática já
A professora Mônica Polli dos Santos, professora de Matemática no Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério, em Carapicuíba, São Paulo, leva seu para trabalhar no laboratório de informatica, com o intuito de dar a oportunidade aos alunos de terem uma breve formação em informática. No seu projeto, ela propõem que os alunos idealizem tarefas que seriam realizadas em sala de aula nos computadores, e apos isso, os mesmos serem enviados, por e-mail, para estudantes de Moçambique e de uma escola de São Paulo. Os problemas deveriam ser resolvido, comentados e mandados de volta juntamente com um novo desafio. Segundo Mônica "Notei que, porque tinham interlocutores virtuais, eles se preocupavam com questões que eram ignoradas antes[...]", ela afirma também que "Eles ultrapassaram os muros da escola", pois passaram a conhecer outras realidades. Com os novos recurções esse jovens vão para a sala de aula mais preparados, assim podendo exercer sua profissão melhor.
Referencia:
BETING, Graziella. Quatro problemas. Com solução. Nova Escola, a revista do professor.n°151. Ano XVVII. São Paulo: 2002, Abril.
Espero que tenham gostado das informações. Até mais.
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